Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso
para ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas,
e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis,
que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé.
O objetivo desta instrução é o amor que procede de um coração
puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera.
Alguns se desviaram dessas coisas, voltando-se para discussões
inúteis,
querendo ser mestres da lei, quando não compreendem nem o que
dizem nem as coisas acerca das quais fazem afirmações tão categóricas.
1 Timóteo 1:3-7
Eis o que o me chama a atenção no texto:
1. A confiança que Paulo tem em Timóteo: “Partindo eu para a
Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar...”
Paulo confia em Timóteo não
apenas por causa da relação afetiva que existia entre eles. Confiar em alguém
com base na afetividade é um problema, pois os atritos pessoais que surgem no
relacionamento, quando mal resolvidos, podem criar mágoa e rancor causando a
desconfiança. É certo que no relacionamento de Paulo e Timóteo não percebemos a
existência destes tipos de atritos, mas quando se olha para 2ª Timóteo
encontramos algumas expressões que para mim refletem palavras duras:
· "Por essa razão, torno a lembrar-lhe que
mantenha viva a chama do dom de Deus que está em você mediante a imposição das
minhas mãos. Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor
e de equilíbrio. Portanto, não se envergonhe de testemunhar do Senhor, nem de
mim" (...) 2ª Timóteo 1:6-8
Entretanto não encontramos nenhuma evidência de mágoa, antes se
tornam palavras de admoestação e exortação calcadas num relacionamento afetivo
do tipo “pai e filho”.
Portanto a confiança que Paulo depositava em Timóteo vinha também
do reconhecimento da CAPACIDADE de Timóteo (cf. 2Tm 3:14-17).
Meus queridos filhos, ao pensar nos nossos relacionamentos sei que vocês não têm nenhuma duvida do
meu amor, mas quero que saibam que também confio em vocês por causa do potencial
que existe em cada um. Só espero poder orientá-los a utilizar de forma sábia este
“poder”. Afinal o tio Cemá tem razão ao dizer ao parafrasear: “grandes poderes trazem grandes
responsabilidades”.
2. Podemos perder o foco da verdade preocupando-nos com fatos
irrelevantes: “ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas
falsas, e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que
causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus”.
Dirigir todo o nosso potencial e energia em situações secundárias
e insignificantes roubam a oportunidade de realizarmos aquilo que é prioridade.
Uma verdade básica em todo curso de administração, mas que a própria Bíblia já
nos alertava.
O que percebo aqui é a grande preocupação em discutir e promover ensinos
que desviam do verdadeiro propósito do evangelho que é a salvação e o
desenvolvimento dela para glória e honra do SENHOR.
Assim penso:
Assim penso:
- Estou utilizando bem o meu tempo e energia em promover aquilo que
é certo? Assim como vocês tenho as minhas responsabilidades relacionadas ao
trabalho (apesar de ser um ministério tenho que ter compromisso com horário,
produção, atendimento, etc.), com a nossa família, mas também preciso ter meu
momento com Deus; ou seja, desenvolver minha devoção. Será que não estou
confundindo as coisas: trabalho e devoção?
Por isso resolvi compartilhar com vocês as minhas devoções.
Espero que vocês possam fazer o mesmo.
3. A busca pela verdade essencial produz bons resultados em
contrastes com aqueles que se focam em trivialidades: “O objetivo desta
instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de
uma fé sincera. Alguns se desviaram dessas coisas, voltando-se para discussões
inúteis, querendo ser mestres da lei, quando não compreendem nem o que dizem
nem as coisas acerca das quais fazem afirmações tão categóricas.”
O bom resultado que a verdade essencial produz é múltiplo: coração
puro, boa consciência e fé sincera. Por sua vez as trivialidades produzem o desvio da verdade, a inutilidade e a falsa aparência. Que contraste!
Mais uma vez sou levado a pensar:
- O que tenho produzido em minha vida e devoção?
O que você pensa destas coisas?

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