Bem vindo!


Este blog é dedicado à reflexão sobre o relacionamento dos pais com os filhos tendo como embasamento a orientação bíblica.

Meu filho, se o seu coração for sábio, o meu coração se alegrará. Sentirei grande alegria quando os seus lábios falarem com retidão. Não inveje os pecadores em seu coração; melhor será que tema sempre o Senhor. Se agir assim, certamente haverá bom futuro para você, e a sua esperança não falhará.
Provérbios 23:15-18

quinta-feira, 12 de julho de 2012

1ª Timóteo 1:3-7


Hoje quero dividir com você o seguinte texto:

Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas,
e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé.
O objetivo desta instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera.
Alguns se desviaram dessas coisas, voltando-se para discussões inúteis,
querendo ser mestres da lei, quando não compreendem nem o que dizem nem as coisas acerca das quais fazem afirmações tão categóricas.
1 Timóteo 1:3-7

Eis o que o me chama a atenção no texto:

    1. A confiança que Paulo tem em Timóteo: “Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar...
    Paulo confia em Timóteo não apenas por causa da relação afetiva que existia entre eles. Confiar em alguém com base na afetividade é um problema, pois os atritos pessoais que surgem no relacionamento, quando mal resolvidos, podem criar mágoa e rancor causando a desconfiança. É certo que no relacionamento de Paulo e Timóteo não percebemos a existência destes tipos de atritos, mas quando se olha para 2ª Timóteo encontramos algumas expressões que para mim refletem palavras duras:
·         "Por essa razão, torno a lembrar-lhe que mantenha viva a chama do dom de Deus que está em você mediante a imposição das minhas mãos. Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio. Portanto, não se envergonhe de testemunhar do Senhor, nem de mim" (...) 2ª Timóteo 1:6-8

    Entretanto não encontramos nenhuma evidência de mágoa, antes se tornam palavras de admoestação e exortação calcadas num relacionamento afetivo do tipo “pai e filho”.
    Portanto a confiança que Paulo depositava em Timóteo vinha também do reconhecimento da CAPACIDADE de Timóteo (cf. 2Tm 3:14-17).
    Meus queridos filhos, ao pensar nos nossos relacionamentos  sei que vocês não têm nenhuma duvida do meu amor, mas quero que saibam que também confio em vocês por causa do potencial que existe em cada um. Só espero poder orientá-los a utilizar de forma sábia este “poder”. Afinal o tio Cemá tem razão ao dizer ao parafrasear: “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”.

    2. Podemos perder o foco da verdade preocupando-nos com fatos irrelevantes: “ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas, e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus”.
    Dirigir todo o nosso potencial e energia em situações secundárias e insignificantes roubam a oportunidade de realizarmos aquilo que é prioridade. Uma verdade básica em todo curso de administração, mas que a própria Bíblia já nos alertava.
    O que percebo aqui é a grande preocupação em discutir e promover ensinos que desviam do verdadeiro propósito do evangelho que é a salvação e o desenvolvimento dela para glória e honra do SENHOR. 
    Assim penso:

    - Estou utilizando bem o meu tempo e energia em promover aquilo que é certo? Assim como vocês tenho as minhas responsabilidades relacionadas ao trabalho (apesar de ser um ministério tenho que ter compromisso com horário, produção, atendimento, etc.), com a nossa família, mas também preciso ter meu momento com Deus; ou seja, desenvolver minha devoção. Será que não estou confundindo as coisas: trabalho e devoção?
    Por isso resolvi compartilhar com vocês as minhas devoções. Espero que vocês possam fazer o mesmo.

    3. A busca pela verdade essencial produz bons resultados em contrastes com aqueles que se focam em trivialidades: “O objetivo desta instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera. Alguns se desviaram dessas coisas, voltando-se para discussões inúteis, querendo ser mestres da lei, quando não compreendem nem o que dizem nem as coisas acerca das quais fazem afirmações tão categóricas.
    O bom resultado que a verdade essencial produz é múltiplo: coração puro, boa consciência e fé sincera. Por sua vez as trivialidades produzem o desvio da verdade, a inutilidade e a falsa aparência. Que contraste!

    Mais uma vez sou levado a pensar:
    - O que tenho produzido em minha vida e devoção?

    O que você pensa destas coisas?

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