Bem vindo!


Este blog é dedicado à reflexão sobre o relacionamento dos pais com os filhos tendo como embasamento a orientação bíblica.

Meu filho, se o seu coração for sábio, o meu coração se alegrará. Sentirei grande alegria quando os seus lábios falarem com retidão. Não inveje os pecadores em seu coração; melhor será que tema sempre o Senhor. Se agir assim, certamente haverá bom futuro para você, e a sua esperança não falhará.
Provérbios 23:15-18

segunda-feira, 23 de julho de 2012

1 Timóteo 1:8-11


Hoje que focar o seguinte texto:

Sabemos que a lei é boa, se alguém a usa de maneira adequada.
Também sabemos que ela não é feita para os justos, mas para os transgressores e insubordinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreverentes, para os que matam pai e mãe, para os homicidas, para os que praticam imoralidade sexual e os homossexuais, para os sequestradores, para os mentirosos e os que juram falsamente; e para todo aquele que se opõe à sã doutrina.
Essa sã doutrina se vê no glorioso evangelho que me foi confiado, o evangelho do Deus bendito.
1 Timóteo 1:8-11

Eu fico encantado com a forma como o SENHOR usa a sua Palavra em minha vida. Ele graciosamente sempre dá um jeitinho para tocar em alguma área da minha vida. Realmente fico feliz em estudar a Sua Palavra.

Vamos ao que me chamou a atenção neste texto:

     1. A Palavra de Deus é boa, quando usada de maneira adequada: 

Sabemos que a lei é boa, se alguém a usa de maneira adequada.

É certo que Paulo ao empregar o termo “LEI” se referia ao Pentateuco, pois ali estava a Torah (Lei do SENHOR). Mas é correto também entender que os demais “escritos” e “profetas” eram valorizados pelos judeus e fariseus como foi Paulo no passado. Portanto, pode-se dizer que “LEI” alcança todo o escopo do V.T.
Entendi desta forma que Paulo está lembrando a Timóteo duas verdades acerca da Palavra de Deus:

      a. Ela é boa.

      b. Ela pode ser mal empregada.

Parece-me que estas características apontam para duas faces de uma mesma moeda, mas a diferença está na MOTIVAÇÃO ao ler a Palavra de Deus. No primeiro caso aquele que lê deseja que ela o transforme, por isso ela é boa (quero desconsiderar o caráter essencial da Palavra de Deus neste sentido e observar apenas o seu poder transformador). De fato o único meio de sermos diferentes está na valorização dos ensinos da Palavra de Deus. Quando nós a lemos com o desejo de viver estas verdades, então somos transformados; por isso, ela é boa! Em contra partida posso utilizar mal a leitura da Palavra de Deus, pois não desejo realmente que ela me transforme, mas que sirva apenas como uma evidência da minha religiosidade. Ou posso ainda utilizar-me dela, de forma tendenciosa e equivocada, para justificar meus comportamentos questionáveis. Esta é a razão para termos em nossos dias “um zilhão” de denominações com caraterísticas e tendências para todos os gostos.
Isso me faz pensar:
    - Qual é a minha motivação em ler, estudar e querer conhecer a Palavra de Deus?

    - Meus filhos, quando vocês leem a Palavra de Deus qual é a sua motivação?

Meus filhos, já li muitas vezes a Bíblia por obrigação, pois isso faz parte do meu trabalho. Confesso que nestas vezes ela não teve nenhum sabor especial como está acontecendo agora.

    2. A Palavra de Deus visa conscientizar-me de quem eu sou diante de Deus:

Também sabemos que ela não é feita para os justos, mas para os transgressores e insubordinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreverentes, para os que matam pai e mãe, para os homicidas, para os que praticam imoralidade sexual e os homossexuais, para os sequestradores, para os mentirosos e os que juram falsamente; e para todo aquele que se opõe à sã doutrina.

Não é novidade o fato de que somos pecadores, não é verdade? Entretanto a leitura, o estudo e propósito dela não é realçar o pecado simplesmente, mas mostrar que através da GRAÇA de Deus em mim eu posso ser diferente. Aleluia!
Fico feliz em poder perceber isso! Preciso então confessar o meu pecado e buscar os princípios para uma vida diferente na graça e dependência do SENHOR pela ação do seu Santo Espírito em mim.
Isso não é maravilhoso filho? Então diz como eu: Aleluia!

    3. A Palavra de Deus foi confiada a mim: 

Essa sã doutrina se vê no glorioso evangelho que me foi confiado, o evangelho do Deus bendito.

É fato que Paulo recebeu do SENHOR revelações que constituíram no esclarecimento de um mistério oculto no V.T. (cf. Ef 3:2-6 dá uma lida). Isto eu ainda não recebi e de fato não receberei para dizer como ele “me foi confiado”. Entretanto, recebi o mesmo evangelho em minha vida, assim como você, que nos tem transformado e que por isso somos agora responsáveis por proclamá-lo. Portanto é neste sentido que compreendo que a Palavra de Deus foi confiada a mim, não apenas como zelador, mas promotor e beneficiário dela.
Deixe-me abusar da sua boa vontade meus filhos ao pedir que vocês respondam as seguintes perguntas (vou esperar pelas respostas):

        a. como você se torna um zelador da Palavra de Deus?

        b. como você se torna um promotor da Palavra de Deus?

        c. como você se torna um beneficiário da Palavra de Deus?

quinta-feira, 12 de julho de 2012

1ª Timóteo 1:3-7


Hoje quero dividir com você o seguinte texto:

Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas,
e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé.
O objetivo desta instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera.
Alguns se desviaram dessas coisas, voltando-se para discussões inúteis,
querendo ser mestres da lei, quando não compreendem nem o que dizem nem as coisas acerca das quais fazem afirmações tão categóricas.
1 Timóteo 1:3-7

Eis o que o me chama a atenção no texto:

    1. A confiança que Paulo tem em Timóteo: “Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar...
    Paulo confia em Timóteo não apenas por causa da relação afetiva que existia entre eles. Confiar em alguém com base na afetividade é um problema, pois os atritos pessoais que surgem no relacionamento, quando mal resolvidos, podem criar mágoa e rancor causando a desconfiança. É certo que no relacionamento de Paulo e Timóteo não percebemos a existência destes tipos de atritos, mas quando se olha para 2ª Timóteo encontramos algumas expressões que para mim refletem palavras duras:
·         "Por essa razão, torno a lembrar-lhe que mantenha viva a chama do dom de Deus que está em você mediante a imposição das minhas mãos. Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio. Portanto, não se envergonhe de testemunhar do Senhor, nem de mim" (...) 2ª Timóteo 1:6-8

    Entretanto não encontramos nenhuma evidência de mágoa, antes se tornam palavras de admoestação e exortação calcadas num relacionamento afetivo do tipo “pai e filho”.
    Portanto a confiança que Paulo depositava em Timóteo vinha também do reconhecimento da CAPACIDADE de Timóteo (cf. 2Tm 3:14-17).
    Meus queridos filhos, ao pensar nos nossos relacionamentos  sei que vocês não têm nenhuma duvida do meu amor, mas quero que saibam que também confio em vocês por causa do potencial que existe em cada um. Só espero poder orientá-los a utilizar de forma sábia este “poder”. Afinal o tio Cemá tem razão ao dizer ao parafrasear: “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”.

    2. Podemos perder o foco da verdade preocupando-nos com fatos irrelevantes: “ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas, e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus”.
    Dirigir todo o nosso potencial e energia em situações secundárias e insignificantes roubam a oportunidade de realizarmos aquilo que é prioridade. Uma verdade básica em todo curso de administração, mas que a própria Bíblia já nos alertava.
    O que percebo aqui é a grande preocupação em discutir e promover ensinos que desviam do verdadeiro propósito do evangelho que é a salvação e o desenvolvimento dela para glória e honra do SENHOR. 
    Assim penso:

    - Estou utilizando bem o meu tempo e energia em promover aquilo que é certo? Assim como vocês tenho as minhas responsabilidades relacionadas ao trabalho (apesar de ser um ministério tenho que ter compromisso com horário, produção, atendimento, etc.), com a nossa família, mas também preciso ter meu momento com Deus; ou seja, desenvolver minha devoção. Será que não estou confundindo as coisas: trabalho e devoção?
    Por isso resolvi compartilhar com vocês as minhas devoções. Espero que vocês possam fazer o mesmo.

    3. A busca pela verdade essencial produz bons resultados em contrastes com aqueles que se focam em trivialidades: “O objetivo desta instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera. Alguns se desviaram dessas coisas, voltando-se para discussões inúteis, querendo ser mestres da lei, quando não compreendem nem o que dizem nem as coisas acerca das quais fazem afirmações tão categóricas.
    O bom resultado que a verdade essencial produz é múltiplo: coração puro, boa consciência e fé sincera. Por sua vez as trivialidades produzem o desvio da verdade, a inutilidade e a falsa aparência. Que contraste!

    Mais uma vez sou levado a pensar:
    - O que tenho produzido em minha vida e devoção?

    O que você pensa destas coisas?