Bem vindo!


Este blog é dedicado à reflexão sobre o relacionamento dos pais com os filhos tendo como embasamento a orientação bíblica.

Meu filho, se o seu coração for sábio, o meu coração se alegrará. Sentirei grande alegria quando os seus lábios falarem com retidão. Não inveje os pecadores em seu coração; melhor será que tema sempre o Senhor. Se agir assim, certamente haverá bom futuro para você, e a sua esperança não falhará.
Provérbios 23:15-18

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

1ª Timóteo 2:1-7


Hoje o texto é o seguinte:

Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.
Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.
Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos. Esse foi o testemunho dado em seu próprio tempo.
Para isso fui designado pregador e apóstolo mestre da verdadeira fé aos gentios. Digo-lhes a verdade, não minto.
1ª Timóteo 2:1-7

O que observo no texto?

1. Devo me interessar pelas pessoas e orar:
recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade”
Alguns detalhes me chamam a atenção aqui:
a. Devo me interessar por aqueles que estão ao meu redor:
“recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens”.
Isso me faz pensar na necessidade de olhar além do meu próprio umbigo. Certamente não é orar por algum desconhecido que nem sei que se quer existe, mas obviamente orara por aqueles com quem me relaciono ou que sei de sua necessidade. Entendo desta forma em função dos estilos de orações direcionadas a estes homens: súplicas, intercessões e ação de graças. Preciso me relacionar ou saber de alguma forma o que estas pessoas precisam para que eu “suplique, interceda e agradeça”.
Não estou dizendo com isso que não devo orar por um país no qual não conheço, mas, sim, que devo me informar para que minhas orações sejam lógicas mediante a súplica, intercessão e ação de graças.
Realmente preciso levantar a minha cabeça e deixar de olhar para meu umbigo e ver que ao meu redor existem pessoas pelas quais eu preciso orar. Isto reflete amor, interesse, compaixão e consideração. Sabe filho, acredito que estas características estão em declínio nos nossos dias.
Você se importa por alguém? Às vezes você me fala de um ou outro companheiro de escola, mas alguma vez você orou por ele? Orou com ele?

b. Devo me interessar por aqueles que são autoridade em minha vida:
“recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças... pelos reis e por todos os que exercem autoridade”.
Às vezes preferimos criticar e reclamar das autoridades que orar por elas. Mas o que me chama a atenção é que Paulo foca em “todos os que exercem autoridade”, ou seja, em nosso contexto envolve qualquer autoridade que está sobre nós de forma direta e indireta. No caso de vocês os professores e diretores da escola.
c. A recompensa por se interessar pelas pessoas se vê desta forma:
“para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade”
O resultado não é outro senão:
1) harmonia nos relacionamentos organizacionais e pessoais: “tenhamos uma vida tranquila e pacífica”.
2) caráter pessoal aprovado: “toda a piedade e dignidade”.
Isso me faz pensar que vale a pena realmente me interessar pelas pessoas.
Creio que uma boa forma de demonstrar este interesse é criar uma lista contendo nomes para orar e os motivos pelos quais orar. Eu tenho uma lista desta em meu escritório, sendo que diariamente oro por algumas pessoas, e depois para cada dia da semana, até na sexta, tenho outros motivos, grupos, instituições e etc.
Façam suas listas meus filhos e compartilhem comigo para trocarmos nossas experiências.

2. O meu interesse reflete o próprio interesse de Deus pelos homens:
“Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos. Esse foi o testemunho dado em seu próprio tempo. Para isso fui designado pregador e apóstolo mestre da verdadeira fé aos gentios. Digo-lhes a verdade, não minto”.
Mais alguns detalhes interessantes:
a. Minha atitude de interessar-me pelos outros agrada ao SENHOR:
Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador,
b. Minha atitude reflete a própria atitude do SENHOR:
que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.
c. Assim como Paulo, eu sou responsável em promover a verdade que manifesta este interesse:
Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos. Esse foi o testemunho dado em seu próprio tempo. Para isso fui designado pregador e apóstolo mestre da verdadeira fé aos gentios. Digo-lhes a verdade, não minto.
    1) A verdade é apresentada nestes termos:
Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos. Esse foi o testemunho dado em seu próprio tempo.
    2) O compromisso na promoção da mensagem se faz com sinceridade, fidelidade e transparência:
Para isso fui designado pregador e apóstolo mestre da verdadeira fé aos gentios. Digo-lhes a verdade, não minto.
Diante destes fatos, eu preciso rever o meu interesse por certas pessoas. Não tenho sido fiel para com elas, pois tenho me omitido em anunciar a verdade. E você?
Escreva aqui o nome de uma pessoa que você gostaria de demonstrar seu interesse para com ela; e, assim, poderemos orar juntos.
Aguardo sua participação!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

1 Timóteo 1:18-20


Esta semana quero dividir com você o seguinte texto:
“Timóteo, meu filho, dou-lhe esta instrução, segundo as profecias já proferidas a seu respeito, para que, seguindo-as, você combata o bom combate, mantendo a fé e a boa consciência que alguns rejeitaram e, por isso, naufragaram na fé. Entre eles estão Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar.”
1 Timóteo 1:18-20

Observo neste texto:
1. Uma exortação quanto à manutenção do compromisso acerca dos desígnios pessoais:
“Timóteo, meu filho, dou-lhe esta instrução, segundo as profecias já proferidas a seu respeito, para que, seguindo-as, você combata o bom combate, mantendo a fé e a boa consciência”.
Paulo instrui a Timóteo, de uma forma amorosa, pois o chama de “meu filho”, exortando-o a prosseguir com o seu ministério:
a. iniciado mediante os desígnios de Deus para a vida dele – “segundo as profecias já proferidas a seu respeito”.
b. de forma determinada (combata) com as seguintes características:
    1) bom combate
    2) mantendo a fé
    3) com boa consciência.
Percebo que Paulo está lembrando a Timóteo, assim como o próprio apóstolo, o fato dele ter um chamado especial (desígnio pessoal), dado mediante profecia. Este desígnio deveria pautar a vida do próprio Timóteo.
É precisamente este aspecto que me faz lembrar minha própria história de vida. Sei e compreendo que o SENHOR me chamou para este estilo de vida. Não foi o primeiro, nem tão pouco fui o último, mas há muitos, como eu, que se dedicam de forma exclusiva ao serviço do SENHOR. Esta é uma verdade que não posso esquecer: - tenho um chamado para o serviço ministerial com exclusividade. Creio ser este o pensamento de Paulo em relação a Timóteo; ou seja, Paulo não quer deixar seu discípulo querido se esquecer do seu desígnio.
Percebo também que este ministério (resposta ao desígnio) envolve lutas visto que ele a qualifica como “combate”. O papel desempenhado por Timóteo não seria fácil, mas possui um excelente propósito (bom combate); e contribui na construção da própria espiritualidade e caráter pessoal (mantendo a fé e boa consciência).
Entendo que esta luta da qual participo, contribui, antes de tudo, numa melhor formação do meu próprio caráter e espiritualidade. Portanto, acho que devo ser grato então por estas dificuldades do dia de hoje!
Meus queridos filhos, o SENHOR também tem um desígnio para vocês! Sei disso, apesar de não conseguir identificar no momento qual seria este para a vida de cada um. Por isso oro ao SENHOR para me ajude a identificar e assim ser um instrumento de orientação nas suas vidas.
Vocês seriam capazes de me dizer o que entendem ser o desígnio de Deus nas suas vidas?
Você já orou sobre isso?
...

2. Uma exortação para não perder o foco através do exemplo concreto de outros homens:
“alguns rejeitaram e, por isso, naufragaram na fé. Entre eles estão Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar”.
Paulo exorta seu discípulo para que mantenha o foco do seu desígnio, pois outros foram capazes de perdê-lo: “alguns rejeitaram”.
Mas se pode perder um desígnio?
O que você pensa disso?
...
Aqueles que rejeitaram acabaram por naufragarem em sua fé, ou seja, tornaram-na sem efeito, visto que não os conduziu ao porto desejado. Por isso, Paulo aplicou uma disciplina extrema sobre tais homens (os quais entreguei a Satanás), isto não quer dizer que ele os tenha abandonado, mas que a correção promovesse o seguinte efeito: “para que aprendam a não blasfemar, ou seja, reconhecessem seus erros e aceitassem a verdade”.
Paulo ainda não descreve como estes homens vieram a naufragar na fé, embora o ensino falso de Himeneu seja descrito em 2ª Tm 2:17-18. Creio que uma coisa esteja ligada a outra, ou seja, que sua fé deixou de ser funcional, pois promoveram um falso ensino e criam nele.
Precisamos cuidar realmente em que nós temos crido e sabido de perto a razão da nossa fé.
Meus queridos filhos, a fé não é apenas para a salvação! Ela precisa se desenvolver; crescer; ser provada e finalmente ser recompensada. Qual tem sido o foco da vida de vocês?
Você seria capaz de descrever a sua fé neste momento?

Estou aguardando suas observações!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

1 Timóteo 1:12-17


Hoje, estou compartilhando o seguinte texto:

Dou graças a Cristo Jesus, nosso Senhor, que me deu forças e me considerou fiel, designando-me para o ministério, a mim que anteriormente fui blasfemo, perseguidor e insolente; mas alcancei misericórdia, porque o fiz por ignorância e na minha incredulidade; contudo, a graça de nosso Senhor transbordou sobre mim, juntamente com a fé e o amor que estão em Cristo Jesus.
Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior.
Mas, por isso mesmo alcancei misericórdia, para que em mim, o pior dos pecadores, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza da sua paciência, usando-me como um exemplo para aqueles que nele haveriam de crer para a vida eterna.
Ao Rei eterno, ao Deus único, imortal e invisível, sejam honra e glória para todo o sempre. Amém.
1 Timóteo 1:12-17

Observo inicialmente o apóstolo Paulo fazendo uma oração como resultado de sua compreensão do privilégio que tem de pregar o evangelho da glória do Deus bendito. Assim, fiquei pesando:
- Se eu escrevesse uma oração agora o que ela revelaria?

A oração que Paulo faz aqui nos mostra o que se passa na sua alma.

1. Ele é agradecido por ser um instrumento de Deus:
“Dou graças a Cristo Jesus, nosso Senhor, que me deu forças e me considerou fiel, designando-me para o ministério”
Servir a Deus, meus filhos, é um grande privilégio, principalmente quando contemplamos o fato de muitos morrem sem um encontro com Cristo. Você já parou para pensar nisso?
2. Ele é agradecido pela transformação de sua vida operada pela graça de Deus:
“a mim que anteriormente fui blasfemo, perseguidor e insolente; mas alcancei misericórdia, porque o fiz por ignorância e na minha incredulidade; contudo, a graça de nosso Senhor transbordou sobre mim, juntamente com a fé e o amor que estão em Cristo Jesus”.
Acho interessante algumas das qualidades que o apóstolo dá de si mesmo: blasfemo, perseguidor e insolente. A primeira faz-me lembrar da sua relação com a pessoa de Deus ao duvidar da mensagem de Deus. A segunda, por sua vez, faz-me lembrar da sua atitude em relação aos outros, em especial aos primeiros crentes. Por fim, a última qualidade me recorda da sua atitude para consigo mesmo, ou seja, ele era um homem insolente (arrogante, ou seja, autossuficiente).
Entretanto observe que isto era o seu passado (veja os verbos nos passado), pois quando a graça de Deus operou nele passando a desfrutar de fé e amor.
Não pense queridos filhos, que pelo privilégio de vocês terem sido criados num ambiente que lhes protegeram de praticar “grandes” pecados, que a graça não tem sobre vocês o mesmo efeito que sobre Paulo, ou outro grande pecador. Creio que a diferença de atitude não esteja na quantidade de pecados ou sua qualidade, mas no fato de sabermos que qualquer pecado nos separa de Deus da mesma forma que os demais. O apóstolo escrevendo aos romanos afirmou que a graça tem este poder e efeito:
“A lei foi introduzida para que a transgressão fosse ressaltada. Mas onde aumentou o pecado, transbordou a graça, a fim de que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reine pela justiça para conceder vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor” Romanos 5:20-21.
É motivo para sermos realmente gratos pela obra de graça do Senhor Jesus para conosco.
3. Ele é grato por esta mensagem ser a ênfase do evangelho:
“Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior”.
4. Ele é grato por ser um exemplo vivo do poder transformador deste evangelho:
“Mas, por isso mesmo alcancei misericórdia, para que em mim, o pior dos pecadores, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza da sua paciência, usando-me como um exemplo para aqueles que nele haveriam de crer para a vida eterna”
Ele tem consciência de que sua vida é uma comprovação da mensagem que prega.
5. Por fim, o resultado de tanta gratidão não poderia ser outro senão a adoração:
“Ao Rei eterno, ao Deus único, imortal e invisível, sejam honra e glória para todo o sempre. Amém”.
Isso é chamado de “doxologia”.
 ...
Não sei vocês, mas estou sentindo uma grande vontade de orar desta forma.
Vou fazer isso, espere um pouco...

Ei, você não quer fazer também? Escrava a sua que eu mando a minha.
Tenha um bom dia hoje meus filhos!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

1 Timóteo 1:8-11


Hoje que focar o seguinte texto:

Sabemos que a lei é boa, se alguém a usa de maneira adequada.
Também sabemos que ela não é feita para os justos, mas para os transgressores e insubordinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreverentes, para os que matam pai e mãe, para os homicidas, para os que praticam imoralidade sexual e os homossexuais, para os sequestradores, para os mentirosos e os que juram falsamente; e para todo aquele que se opõe à sã doutrina.
Essa sã doutrina se vê no glorioso evangelho que me foi confiado, o evangelho do Deus bendito.
1 Timóteo 1:8-11

Eu fico encantado com a forma como o SENHOR usa a sua Palavra em minha vida. Ele graciosamente sempre dá um jeitinho para tocar em alguma área da minha vida. Realmente fico feliz em estudar a Sua Palavra.

Vamos ao que me chamou a atenção neste texto:

     1. A Palavra de Deus é boa, quando usada de maneira adequada: 

Sabemos que a lei é boa, se alguém a usa de maneira adequada.

É certo que Paulo ao empregar o termo “LEI” se referia ao Pentateuco, pois ali estava a Torah (Lei do SENHOR). Mas é correto também entender que os demais “escritos” e “profetas” eram valorizados pelos judeus e fariseus como foi Paulo no passado. Portanto, pode-se dizer que “LEI” alcança todo o escopo do V.T.
Entendi desta forma que Paulo está lembrando a Timóteo duas verdades acerca da Palavra de Deus:

      a. Ela é boa.

      b. Ela pode ser mal empregada.

Parece-me que estas características apontam para duas faces de uma mesma moeda, mas a diferença está na MOTIVAÇÃO ao ler a Palavra de Deus. No primeiro caso aquele que lê deseja que ela o transforme, por isso ela é boa (quero desconsiderar o caráter essencial da Palavra de Deus neste sentido e observar apenas o seu poder transformador). De fato o único meio de sermos diferentes está na valorização dos ensinos da Palavra de Deus. Quando nós a lemos com o desejo de viver estas verdades, então somos transformados; por isso, ela é boa! Em contra partida posso utilizar mal a leitura da Palavra de Deus, pois não desejo realmente que ela me transforme, mas que sirva apenas como uma evidência da minha religiosidade. Ou posso ainda utilizar-me dela, de forma tendenciosa e equivocada, para justificar meus comportamentos questionáveis. Esta é a razão para termos em nossos dias “um zilhão” de denominações com caraterísticas e tendências para todos os gostos.
Isso me faz pensar:
    - Qual é a minha motivação em ler, estudar e querer conhecer a Palavra de Deus?

    - Meus filhos, quando vocês leem a Palavra de Deus qual é a sua motivação?

Meus filhos, já li muitas vezes a Bíblia por obrigação, pois isso faz parte do meu trabalho. Confesso que nestas vezes ela não teve nenhum sabor especial como está acontecendo agora.

    2. A Palavra de Deus visa conscientizar-me de quem eu sou diante de Deus:

Também sabemos que ela não é feita para os justos, mas para os transgressores e insubordinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreverentes, para os que matam pai e mãe, para os homicidas, para os que praticam imoralidade sexual e os homossexuais, para os sequestradores, para os mentirosos e os que juram falsamente; e para todo aquele que se opõe à sã doutrina.

Não é novidade o fato de que somos pecadores, não é verdade? Entretanto a leitura, o estudo e propósito dela não é realçar o pecado simplesmente, mas mostrar que através da GRAÇA de Deus em mim eu posso ser diferente. Aleluia!
Fico feliz em poder perceber isso! Preciso então confessar o meu pecado e buscar os princípios para uma vida diferente na graça e dependência do SENHOR pela ação do seu Santo Espírito em mim.
Isso não é maravilhoso filho? Então diz como eu: Aleluia!

    3. A Palavra de Deus foi confiada a mim: 

Essa sã doutrina se vê no glorioso evangelho que me foi confiado, o evangelho do Deus bendito.

É fato que Paulo recebeu do SENHOR revelações que constituíram no esclarecimento de um mistério oculto no V.T. (cf. Ef 3:2-6 dá uma lida). Isto eu ainda não recebi e de fato não receberei para dizer como ele “me foi confiado”. Entretanto, recebi o mesmo evangelho em minha vida, assim como você, que nos tem transformado e que por isso somos agora responsáveis por proclamá-lo. Portanto é neste sentido que compreendo que a Palavra de Deus foi confiada a mim, não apenas como zelador, mas promotor e beneficiário dela.
Deixe-me abusar da sua boa vontade meus filhos ao pedir que vocês respondam as seguintes perguntas (vou esperar pelas respostas):

        a. como você se torna um zelador da Palavra de Deus?

        b. como você se torna um promotor da Palavra de Deus?

        c. como você se torna um beneficiário da Palavra de Deus?

quinta-feira, 12 de julho de 2012

1ª Timóteo 1:3-7


Hoje quero dividir com você o seguinte texto:

Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas,
e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé.
O objetivo desta instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera.
Alguns se desviaram dessas coisas, voltando-se para discussões inúteis,
querendo ser mestres da lei, quando não compreendem nem o que dizem nem as coisas acerca das quais fazem afirmações tão categóricas.
1 Timóteo 1:3-7

Eis o que o me chama a atenção no texto:

    1. A confiança que Paulo tem em Timóteo: “Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar...
    Paulo confia em Timóteo não apenas por causa da relação afetiva que existia entre eles. Confiar em alguém com base na afetividade é um problema, pois os atritos pessoais que surgem no relacionamento, quando mal resolvidos, podem criar mágoa e rancor causando a desconfiança. É certo que no relacionamento de Paulo e Timóteo não percebemos a existência destes tipos de atritos, mas quando se olha para 2ª Timóteo encontramos algumas expressões que para mim refletem palavras duras:
·         "Por essa razão, torno a lembrar-lhe que mantenha viva a chama do dom de Deus que está em você mediante a imposição das minhas mãos. Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio. Portanto, não se envergonhe de testemunhar do Senhor, nem de mim" (...) 2ª Timóteo 1:6-8

    Entretanto não encontramos nenhuma evidência de mágoa, antes se tornam palavras de admoestação e exortação calcadas num relacionamento afetivo do tipo “pai e filho”.
    Portanto a confiança que Paulo depositava em Timóteo vinha também do reconhecimento da CAPACIDADE de Timóteo (cf. 2Tm 3:14-17).
    Meus queridos filhos, ao pensar nos nossos relacionamentos  sei que vocês não têm nenhuma duvida do meu amor, mas quero que saibam que também confio em vocês por causa do potencial que existe em cada um. Só espero poder orientá-los a utilizar de forma sábia este “poder”. Afinal o tio Cemá tem razão ao dizer ao parafrasear: “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”.

    2. Podemos perder o foco da verdade preocupando-nos com fatos irrelevantes: “ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas, e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus”.
    Dirigir todo o nosso potencial e energia em situações secundárias e insignificantes roubam a oportunidade de realizarmos aquilo que é prioridade. Uma verdade básica em todo curso de administração, mas que a própria Bíblia já nos alertava.
    O que percebo aqui é a grande preocupação em discutir e promover ensinos que desviam do verdadeiro propósito do evangelho que é a salvação e o desenvolvimento dela para glória e honra do SENHOR. 
    Assim penso:

    - Estou utilizando bem o meu tempo e energia em promover aquilo que é certo? Assim como vocês tenho as minhas responsabilidades relacionadas ao trabalho (apesar de ser um ministério tenho que ter compromisso com horário, produção, atendimento, etc.), com a nossa família, mas também preciso ter meu momento com Deus; ou seja, desenvolver minha devoção. Será que não estou confundindo as coisas: trabalho e devoção?
    Por isso resolvi compartilhar com vocês as minhas devoções. Espero que vocês possam fazer o mesmo.

    3. A busca pela verdade essencial produz bons resultados em contrastes com aqueles que se focam em trivialidades: “O objetivo desta instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera. Alguns se desviaram dessas coisas, voltando-se para discussões inúteis, querendo ser mestres da lei, quando não compreendem nem o que dizem nem as coisas acerca das quais fazem afirmações tão categóricas.
    O bom resultado que a verdade essencial produz é múltiplo: coração puro, boa consciência e fé sincera. Por sua vez as trivialidades produzem o desvio da verdade, a inutilidade e a falsa aparência. Que contraste!

    Mais uma vez sou levado a pensar:
    - O que tenho produzido em minha vida e devoção?

    O que você pensa destas coisas?

quarta-feira, 9 de maio de 2012

1ª Timóteo 1:1-2


Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por ordem de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, a nossa esperança, a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, o nosso Senhor.
1ª Timóteo 1:1-2

A carta de Paulo a Timóteo é chamada de epístolas pastorais, pois contém instruções de Paulo para Timóteo quanto à sua conduta e orientação para a igreja em Éfeso. Mas é também uma carta de caráter pessoal no qual Paulo age como pai instruindo o amado “filho” Timóteo. A Bíblia não deixa claro que Paulo fosse casado ou que tivesse filhos, por isso o seu relacionamento com Timóteo fosse muito mais afetivo do que por admiração de um jovem adulto com potencial.
Tendo em mente isso pensei na nossa relação: Pai e filhos. Eu os amo Daniel e Ester; e gostaria de deixar marcas e instruções para as suas vidas, de forma que vocês pudessem desfrutar da plenitude de um relacionamento com Deus. 
Neste pequeno texto algumas coisas me chamam a atenção:
1. O apóstolo Paulo tem uma responsabilidade que ele entende como sendo uma “ordem” ou “mandato” do SENHOR.
Certamente a ordem a que se refere é o seu chamado missionário (cf. At 13:2), que estava previsto desde o primeiro dia de sua nova vida (cf. At 9:15, 16). Entretanto o que me chama a atenção não é a ordem para ser um missionário, de levar a mensagem do evangelho aos gentios, reis e judeus num contexto de aflições e sofrimentos muitas vezes; mas a época quando Paulo o respondeu. Meu incômodo foi pensar que sua reposta ocorreu anos depois em Antioquia (cf. At 13:2), depois de ter-se preparado intelectualmente, refletindo sobre a Palavra de Deus, as palavras e obras de Jesus. É tempos depois, diante de um novo chamado que ele responde prontamente e imediatamente. Ele obedece ao chamado! É preciso entender também que no primeiro momento (At 9) há uma declaração sobre o propósito de Deus para a sua vida e não necessariamente uma ordenança para agir daquela forma.
Se vocês meus filhos me perguntarem quando foi que eu ouvi o chamado do Senhor e quando foi que eu deixei tudo e obedeci, não saberei dizer. Sei que ao final do meu tempo em Juiz de Fora (MG), me preparando para o vestibular, passando entre os cem primeiros na classificação e redação, o meu desejo intenso era conhecer a Bíblia. Queria conhecê-la para defender a minha fé. Não me importei em ter desistido, pois tinha paz e estava sendo levando a algo que satisfazia o meu coração e anseio. Será que foi assim que Paulo se sentiu ao responder o Espírito de Deus que o separava juntamente com Barnabé para as missões?
Vejo que o apóstolo não só obedeceu prontamente nesta ocasião como em muitas outras, ao ser direcionado pelo Espírito Santo (cf. At 16:6-10).
Meus queridos filhos, obedecer às instruções de Deus, ao chamado de Deus, é a melhor e maior ação que podemos ter em nosso relacionamento com o SENHOR, pois isto nos coloca no meio da plenitude de relacionamento com Deus.
Ao olhar para minha vida, posso ver alguns momentos em que não obedeci ao SENHOR. Já resolvi isso com Ele, e fui perdoado. Contudo não quero voltar a fazê-lo. Esta é a razão para compartilhar com vocês o que me deixa feliz.
A segunda palavra e situação que chamou a minha atenção foi...
2. O apóstolo colocar no seu relacionamento com o Senhor Jesus a sua esperança, ou seja, Cristo é o objeto no qual a esperança é estabelecida.
Fiquei então pensando: 
- o que é esta esperança?
Dei uma olhada num dicionário e fiquei mais encantado ainda mais com a expressão. Ele diz: “Esperança é a antecipação feliz do que é bom”, sendo que no Novo Testamento há três adjetivos que a classificam como sendo “boa” (2ª Ts 2:16), “bem-aventurada” (Tt 2:13) e “viva” (1Pe 1:3).
Portanto, o Senhor Jesus é tudo de bom e Ele me fará feliz. A plenitude da minha felicidade está nele.
O salmista tem razão em dizer:
"Ó SENHOR dos exércitos, feliz o homem que em ti confia" (Sl 84:12).


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