Bem vindo!


Este blog é dedicado à reflexão sobre o relacionamento dos pais com os filhos tendo como embasamento a orientação bíblica.

Meu filho, se o seu coração for sábio, o meu coração se alegrará. Sentirei grande alegria quando os seus lábios falarem com retidão. Não inveje os pecadores em seu coração; melhor será que tema sempre o Senhor. Se agir assim, certamente haverá bom futuro para você, e a sua esperança não falhará.
Provérbios 23:15-18

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

1ª Timóteo 2:1-7


Hoje o texto é o seguinte:

Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.
Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.
Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos. Esse foi o testemunho dado em seu próprio tempo.
Para isso fui designado pregador e apóstolo mestre da verdadeira fé aos gentios. Digo-lhes a verdade, não minto.
1ª Timóteo 2:1-7

O que observo no texto?

1. Devo me interessar pelas pessoas e orar:
recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade”
Alguns detalhes me chamam a atenção aqui:
a. Devo me interessar por aqueles que estão ao meu redor:
“recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens”.
Isso me faz pensar na necessidade de olhar além do meu próprio umbigo. Certamente não é orar por algum desconhecido que nem sei que se quer existe, mas obviamente orara por aqueles com quem me relaciono ou que sei de sua necessidade. Entendo desta forma em função dos estilos de orações direcionadas a estes homens: súplicas, intercessões e ação de graças. Preciso me relacionar ou saber de alguma forma o que estas pessoas precisam para que eu “suplique, interceda e agradeça”.
Não estou dizendo com isso que não devo orar por um país no qual não conheço, mas, sim, que devo me informar para que minhas orações sejam lógicas mediante a súplica, intercessão e ação de graças.
Realmente preciso levantar a minha cabeça e deixar de olhar para meu umbigo e ver que ao meu redor existem pessoas pelas quais eu preciso orar. Isto reflete amor, interesse, compaixão e consideração. Sabe filho, acredito que estas características estão em declínio nos nossos dias.
Você se importa por alguém? Às vezes você me fala de um ou outro companheiro de escola, mas alguma vez você orou por ele? Orou com ele?

b. Devo me interessar por aqueles que são autoridade em minha vida:
“recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças... pelos reis e por todos os que exercem autoridade”.
Às vezes preferimos criticar e reclamar das autoridades que orar por elas. Mas o que me chama a atenção é que Paulo foca em “todos os que exercem autoridade”, ou seja, em nosso contexto envolve qualquer autoridade que está sobre nós de forma direta e indireta. No caso de vocês os professores e diretores da escola.
c. A recompensa por se interessar pelas pessoas se vê desta forma:
“para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade”
O resultado não é outro senão:
1) harmonia nos relacionamentos organizacionais e pessoais: “tenhamos uma vida tranquila e pacífica”.
2) caráter pessoal aprovado: “toda a piedade e dignidade”.
Isso me faz pensar que vale a pena realmente me interessar pelas pessoas.
Creio que uma boa forma de demonstrar este interesse é criar uma lista contendo nomes para orar e os motivos pelos quais orar. Eu tenho uma lista desta em meu escritório, sendo que diariamente oro por algumas pessoas, e depois para cada dia da semana, até na sexta, tenho outros motivos, grupos, instituições e etc.
Façam suas listas meus filhos e compartilhem comigo para trocarmos nossas experiências.

2. O meu interesse reflete o próprio interesse de Deus pelos homens:
“Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos. Esse foi o testemunho dado em seu próprio tempo. Para isso fui designado pregador e apóstolo mestre da verdadeira fé aos gentios. Digo-lhes a verdade, não minto”.
Mais alguns detalhes interessantes:
a. Minha atitude de interessar-me pelos outros agrada ao SENHOR:
Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador,
b. Minha atitude reflete a própria atitude do SENHOR:
que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.
c. Assim como Paulo, eu sou responsável em promover a verdade que manifesta este interesse:
Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos. Esse foi o testemunho dado em seu próprio tempo. Para isso fui designado pregador e apóstolo mestre da verdadeira fé aos gentios. Digo-lhes a verdade, não minto.
    1) A verdade é apresentada nestes termos:
Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos. Esse foi o testemunho dado em seu próprio tempo.
    2) O compromisso na promoção da mensagem se faz com sinceridade, fidelidade e transparência:
Para isso fui designado pregador e apóstolo mestre da verdadeira fé aos gentios. Digo-lhes a verdade, não minto.
Diante destes fatos, eu preciso rever o meu interesse por certas pessoas. Não tenho sido fiel para com elas, pois tenho me omitido em anunciar a verdade. E você?
Escreva aqui o nome de uma pessoa que você gostaria de demonstrar seu interesse para com ela; e, assim, poderemos orar juntos.
Aguardo sua participação!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

1 Timóteo 1:18-20


Esta semana quero dividir com você o seguinte texto:
“Timóteo, meu filho, dou-lhe esta instrução, segundo as profecias já proferidas a seu respeito, para que, seguindo-as, você combata o bom combate, mantendo a fé e a boa consciência que alguns rejeitaram e, por isso, naufragaram na fé. Entre eles estão Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar.”
1 Timóteo 1:18-20

Observo neste texto:
1. Uma exortação quanto à manutenção do compromisso acerca dos desígnios pessoais:
“Timóteo, meu filho, dou-lhe esta instrução, segundo as profecias já proferidas a seu respeito, para que, seguindo-as, você combata o bom combate, mantendo a fé e a boa consciência”.
Paulo instrui a Timóteo, de uma forma amorosa, pois o chama de “meu filho”, exortando-o a prosseguir com o seu ministério:
a. iniciado mediante os desígnios de Deus para a vida dele – “segundo as profecias já proferidas a seu respeito”.
b. de forma determinada (combata) com as seguintes características:
    1) bom combate
    2) mantendo a fé
    3) com boa consciência.
Percebo que Paulo está lembrando a Timóteo, assim como o próprio apóstolo, o fato dele ter um chamado especial (desígnio pessoal), dado mediante profecia. Este desígnio deveria pautar a vida do próprio Timóteo.
É precisamente este aspecto que me faz lembrar minha própria história de vida. Sei e compreendo que o SENHOR me chamou para este estilo de vida. Não foi o primeiro, nem tão pouco fui o último, mas há muitos, como eu, que se dedicam de forma exclusiva ao serviço do SENHOR. Esta é uma verdade que não posso esquecer: - tenho um chamado para o serviço ministerial com exclusividade. Creio ser este o pensamento de Paulo em relação a Timóteo; ou seja, Paulo não quer deixar seu discípulo querido se esquecer do seu desígnio.
Percebo também que este ministério (resposta ao desígnio) envolve lutas visto que ele a qualifica como “combate”. O papel desempenhado por Timóteo não seria fácil, mas possui um excelente propósito (bom combate); e contribui na construção da própria espiritualidade e caráter pessoal (mantendo a fé e boa consciência).
Entendo que esta luta da qual participo, contribui, antes de tudo, numa melhor formação do meu próprio caráter e espiritualidade. Portanto, acho que devo ser grato então por estas dificuldades do dia de hoje!
Meus queridos filhos, o SENHOR também tem um desígnio para vocês! Sei disso, apesar de não conseguir identificar no momento qual seria este para a vida de cada um. Por isso oro ao SENHOR para me ajude a identificar e assim ser um instrumento de orientação nas suas vidas.
Vocês seriam capazes de me dizer o que entendem ser o desígnio de Deus nas suas vidas?
Você já orou sobre isso?
...

2. Uma exortação para não perder o foco através do exemplo concreto de outros homens:
“alguns rejeitaram e, por isso, naufragaram na fé. Entre eles estão Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar”.
Paulo exorta seu discípulo para que mantenha o foco do seu desígnio, pois outros foram capazes de perdê-lo: “alguns rejeitaram”.
Mas se pode perder um desígnio?
O que você pensa disso?
...
Aqueles que rejeitaram acabaram por naufragarem em sua fé, ou seja, tornaram-na sem efeito, visto que não os conduziu ao porto desejado. Por isso, Paulo aplicou uma disciplina extrema sobre tais homens (os quais entreguei a Satanás), isto não quer dizer que ele os tenha abandonado, mas que a correção promovesse o seguinte efeito: “para que aprendam a não blasfemar, ou seja, reconhecessem seus erros e aceitassem a verdade”.
Paulo ainda não descreve como estes homens vieram a naufragar na fé, embora o ensino falso de Himeneu seja descrito em 2ª Tm 2:17-18. Creio que uma coisa esteja ligada a outra, ou seja, que sua fé deixou de ser funcional, pois promoveram um falso ensino e criam nele.
Precisamos cuidar realmente em que nós temos crido e sabido de perto a razão da nossa fé.
Meus queridos filhos, a fé não é apenas para a salvação! Ela precisa se desenvolver; crescer; ser provada e finalmente ser recompensada. Qual tem sido o foco da vida de vocês?
Você seria capaz de descrever a sua fé neste momento?

Estou aguardando suas observações!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

1 Timóteo 1:12-17


Hoje, estou compartilhando o seguinte texto:

Dou graças a Cristo Jesus, nosso Senhor, que me deu forças e me considerou fiel, designando-me para o ministério, a mim que anteriormente fui blasfemo, perseguidor e insolente; mas alcancei misericórdia, porque o fiz por ignorância e na minha incredulidade; contudo, a graça de nosso Senhor transbordou sobre mim, juntamente com a fé e o amor que estão em Cristo Jesus.
Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior.
Mas, por isso mesmo alcancei misericórdia, para que em mim, o pior dos pecadores, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza da sua paciência, usando-me como um exemplo para aqueles que nele haveriam de crer para a vida eterna.
Ao Rei eterno, ao Deus único, imortal e invisível, sejam honra e glória para todo o sempre. Amém.
1 Timóteo 1:12-17

Observo inicialmente o apóstolo Paulo fazendo uma oração como resultado de sua compreensão do privilégio que tem de pregar o evangelho da glória do Deus bendito. Assim, fiquei pesando:
- Se eu escrevesse uma oração agora o que ela revelaria?

A oração que Paulo faz aqui nos mostra o que se passa na sua alma.

1. Ele é agradecido por ser um instrumento de Deus:
“Dou graças a Cristo Jesus, nosso Senhor, que me deu forças e me considerou fiel, designando-me para o ministério”
Servir a Deus, meus filhos, é um grande privilégio, principalmente quando contemplamos o fato de muitos morrem sem um encontro com Cristo. Você já parou para pensar nisso?
2. Ele é agradecido pela transformação de sua vida operada pela graça de Deus:
“a mim que anteriormente fui blasfemo, perseguidor e insolente; mas alcancei misericórdia, porque o fiz por ignorância e na minha incredulidade; contudo, a graça de nosso Senhor transbordou sobre mim, juntamente com a fé e o amor que estão em Cristo Jesus”.
Acho interessante algumas das qualidades que o apóstolo dá de si mesmo: blasfemo, perseguidor e insolente. A primeira faz-me lembrar da sua relação com a pessoa de Deus ao duvidar da mensagem de Deus. A segunda, por sua vez, faz-me lembrar da sua atitude em relação aos outros, em especial aos primeiros crentes. Por fim, a última qualidade me recorda da sua atitude para consigo mesmo, ou seja, ele era um homem insolente (arrogante, ou seja, autossuficiente).
Entretanto observe que isto era o seu passado (veja os verbos nos passado), pois quando a graça de Deus operou nele passando a desfrutar de fé e amor.
Não pense queridos filhos, que pelo privilégio de vocês terem sido criados num ambiente que lhes protegeram de praticar “grandes” pecados, que a graça não tem sobre vocês o mesmo efeito que sobre Paulo, ou outro grande pecador. Creio que a diferença de atitude não esteja na quantidade de pecados ou sua qualidade, mas no fato de sabermos que qualquer pecado nos separa de Deus da mesma forma que os demais. O apóstolo escrevendo aos romanos afirmou que a graça tem este poder e efeito:
“A lei foi introduzida para que a transgressão fosse ressaltada. Mas onde aumentou o pecado, transbordou a graça, a fim de que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reine pela justiça para conceder vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor” Romanos 5:20-21.
É motivo para sermos realmente gratos pela obra de graça do Senhor Jesus para conosco.
3. Ele é grato por esta mensagem ser a ênfase do evangelho:
“Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior”.
4. Ele é grato por ser um exemplo vivo do poder transformador deste evangelho:
“Mas, por isso mesmo alcancei misericórdia, para que em mim, o pior dos pecadores, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza da sua paciência, usando-me como um exemplo para aqueles que nele haveriam de crer para a vida eterna”
Ele tem consciência de que sua vida é uma comprovação da mensagem que prega.
5. Por fim, o resultado de tanta gratidão não poderia ser outro senão a adoração:
“Ao Rei eterno, ao Deus único, imortal e invisível, sejam honra e glória para todo o sempre. Amém”.
Isso é chamado de “doxologia”.
 ...
Não sei vocês, mas estou sentindo uma grande vontade de orar desta forma.
Vou fazer isso, espere um pouco...

Ei, você não quer fazer também? Escrava a sua que eu mando a minha.
Tenha um bom dia hoje meus filhos!