Bem vindo!


Este blog é dedicado à reflexão sobre o relacionamento dos pais com os filhos tendo como embasamento a orientação bíblica.

Meu filho, se o seu coração for sábio, o meu coração se alegrará. Sentirei grande alegria quando os seus lábios falarem com retidão. Não inveje os pecadores em seu coração; melhor será que tema sempre o Senhor. Se agir assim, certamente haverá bom futuro para você, e a sua esperança não falhará.
Provérbios 23:15-18

quarta-feira, 9 de maio de 2012

1ª Timóteo 1:1-2


Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por ordem de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, a nossa esperança, a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, o nosso Senhor.
1ª Timóteo 1:1-2

A carta de Paulo a Timóteo é chamada de epístolas pastorais, pois contém instruções de Paulo para Timóteo quanto à sua conduta e orientação para a igreja em Éfeso. Mas é também uma carta de caráter pessoal no qual Paulo age como pai instruindo o amado “filho” Timóteo. A Bíblia não deixa claro que Paulo fosse casado ou que tivesse filhos, por isso o seu relacionamento com Timóteo fosse muito mais afetivo do que por admiração de um jovem adulto com potencial.
Tendo em mente isso pensei na nossa relação: Pai e filhos. Eu os amo Daniel e Ester; e gostaria de deixar marcas e instruções para as suas vidas, de forma que vocês pudessem desfrutar da plenitude de um relacionamento com Deus. 
Neste pequeno texto algumas coisas me chamam a atenção:
1. O apóstolo Paulo tem uma responsabilidade que ele entende como sendo uma “ordem” ou “mandato” do SENHOR.
Certamente a ordem a que se refere é o seu chamado missionário (cf. At 13:2), que estava previsto desde o primeiro dia de sua nova vida (cf. At 9:15, 16). Entretanto o que me chama a atenção não é a ordem para ser um missionário, de levar a mensagem do evangelho aos gentios, reis e judeus num contexto de aflições e sofrimentos muitas vezes; mas a época quando Paulo o respondeu. Meu incômodo foi pensar que sua reposta ocorreu anos depois em Antioquia (cf. At 13:2), depois de ter-se preparado intelectualmente, refletindo sobre a Palavra de Deus, as palavras e obras de Jesus. É tempos depois, diante de um novo chamado que ele responde prontamente e imediatamente. Ele obedece ao chamado! É preciso entender também que no primeiro momento (At 9) há uma declaração sobre o propósito de Deus para a sua vida e não necessariamente uma ordenança para agir daquela forma.
Se vocês meus filhos me perguntarem quando foi que eu ouvi o chamado do Senhor e quando foi que eu deixei tudo e obedeci, não saberei dizer. Sei que ao final do meu tempo em Juiz de Fora (MG), me preparando para o vestibular, passando entre os cem primeiros na classificação e redação, o meu desejo intenso era conhecer a Bíblia. Queria conhecê-la para defender a minha fé. Não me importei em ter desistido, pois tinha paz e estava sendo levando a algo que satisfazia o meu coração e anseio. Será que foi assim que Paulo se sentiu ao responder o Espírito de Deus que o separava juntamente com Barnabé para as missões?
Vejo que o apóstolo não só obedeceu prontamente nesta ocasião como em muitas outras, ao ser direcionado pelo Espírito Santo (cf. At 16:6-10).
Meus queridos filhos, obedecer às instruções de Deus, ao chamado de Deus, é a melhor e maior ação que podemos ter em nosso relacionamento com o SENHOR, pois isto nos coloca no meio da plenitude de relacionamento com Deus.
Ao olhar para minha vida, posso ver alguns momentos em que não obedeci ao SENHOR. Já resolvi isso com Ele, e fui perdoado. Contudo não quero voltar a fazê-lo. Esta é a razão para compartilhar com vocês o que me deixa feliz.
A segunda palavra e situação que chamou a minha atenção foi...
2. O apóstolo colocar no seu relacionamento com o Senhor Jesus a sua esperança, ou seja, Cristo é o objeto no qual a esperança é estabelecida.
Fiquei então pensando: 
- o que é esta esperança?
Dei uma olhada num dicionário e fiquei mais encantado ainda mais com a expressão. Ele diz: “Esperança é a antecipação feliz do que é bom”, sendo que no Novo Testamento há três adjetivos que a classificam como sendo “boa” (2ª Ts 2:16), “bem-aventurada” (Tt 2:13) e “viva” (1Pe 1:3).
Portanto, o Senhor Jesus é tudo de bom e Ele me fará feliz. A plenitude da minha felicidade está nele.
O salmista tem razão em dizer:
"Ó SENHOR dos exércitos, feliz o homem que em ti confia" (Sl 84:12).


Compartilhe comigo o que você pensa disto!